A Copa da França sempre foi palco de histórias improváveis, mas o que o Clermont Foot fez nesta semifinal ficará gravado na memória. Enfrentando o Paris Saint-Germain, recheado de estrelas e favorito absoluto, a equipe do técnico Pascal Gastien mostrou uma resiliência e organização tática impressionantes. O 2 a 2 no tempo normal, com gols de Mbappé e Dembélé para o PSG, e Kyei e Cham para o Clermont, já era um feito. Mas a vitória por 4 a 3 nas penalidades máximas, com o goleiro Mory Diaw defendendo a cobrança decisiva de Vitinha, transformou o sonho em realidade.
"Nós sabíamos que seria difícil, mas nunca desistimos", declarou Gastien, visivelmente emocionado. "Acreditamos no nosso plano, na nossa união. É um momento histórico para o clube e para a cidade." A estratégia do Clermont foi clara: compactação defensiva, marcação por zona e transições rápidas. Eles exploraram a lentidão da defesa parisiense em alguns momentos e a falta de criatividade do meio-campo do PSG sem Verratti, que estava suspenso. O PSG, por sua vez, pecou pela soberba e pela incapacidade de quebrar as linhas adversárias, dependendo demais de lampejos individuais de Mbappé. A eliminação é um golpe duro para o projeto milionário do clube da capital, que via na Copa uma chance de redenção após uma temporada europeia aquém das expectativas. Agora, o Clermont Foot aguarda o vencedor de Lyon e Marseille na grande final, com a esperança de levantar o troféu pela primeira vez em sua história.