A Copa Argentina entregou o que prometia: um Superclássico inesquecível. Na noite de 16 de junho, Boca Juniors e River Plate se enfrentaram na Bombonera pelas oitavas de final, e a partida foi um verdadeiro retrato da paixão e da intensidade do futebol argentino. Após um empate em 1 a 1 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis, onde o Boca levou a melhor.
O River Plate, sob o comando de Martín Demichelis, começou melhor, controlando a posse de bola e criando as primeiras chances. Nacho Fernández abriu o placar para os Millionarios com um chute de fora da área, silenciando a Bombonera. No entanto, o Boca Juniors, impulsionado pela sua torcida fervorosa, buscou o empate com Cavani, que aproveitou um cruzamento preciso para cabecear para o fundo das redes.
O segundo tempo foi marcado por muita disputa no meio-campo e poucas chances claras, com ambas as equipes priorizando a segurança defensiva. A tensão era palpável, e a decisão nos pênaltis parecia inevitável. Na marca da cal, a estrela do goleiro Romero brilhou, defendendo duas cobranças e garantindo a vitória do Boca por 4 a 2.
Jorge Almirón, técnico do Boca Juniors, celebrou a classificação: "É uma vitória que nos dá muita moral. Sabíamos que seria um jogo difícil, mas a equipe mostrou caráter e soube sofrer. A Bombonera nos empurrou o tempo todo. Agora é focar nas quartas de final". A análise tática de Almirón foi elogiada por sua capacidade de ajustar a equipe após o gol sofrido, tornando o Boca mais compacto e perigoso nos contra-ataques. Para o público brasileiro, a intensidade e a rivalidade do Superclássico argentino são um espelho da paixão que move o futebol na América do Sul.