A Copa do Rei sempre reserva emoções e, nesta quarta-feira, 31 de julho de 2026, não foi diferente. O Getafe, com uma atuação tática exemplar, eliminou o Sevilla em pleno Ramón Sánchez Pizjuán, vencendo por 1 a 0. O gol solitário de Borja Mayoral no segundo tempo selou a classificação e expôs as fragilidades do time da casa.
Desde o apito inicial, a estratégia do Getafe foi clara: compactação defensiva, anular as laterais do Sevilla e explorar a velocidade de seus atacantes em transições rápidas. O técnico José Bordalás montou uma linha de cinco defensores que se transformava em três no ataque, com os alas subindo para apoiar. \"Sabíamos da qualidade do Sevilla, mas preparamos um plano para neutralizar seus pontos fortes. A disciplina tática foi fundamental\", declarou Bordalás após o jogo.
O Sevilla, por sua vez, parecia sem ideias. A posse de bola estéril não se traduzia em chances claras, e a defesa do Getafe, liderada pelo experiente Djené, se mostrava intransponível. A frustração era visível nos rostos dos jogadores sevillistas, que viram suas esperanças na Copa do Rei ruírem precocemente. \"É um resultado difícil de engolir. Não conseguimos furar o bloqueio e pagamos o preço\", lamentou o técnico do Sevilla, Quique Sánchez Flores.
Para o público brasileiro, a surpresa do Getafe ressoa com a paixão por \"zebras\" na Copa do Brasil, onde times menores frequentemente desafiam gigantes. A resiliência e a organização tática do Getafe servem de inspiração.