A final no MetLife Stadium, em Nova Jersey, viu a França de Didier Deschamps superar a Argentina de Lionel Scaloni em uma partida eletrizante, decidida nos pênaltis após um empate em 2 a 2. Kylian Mbappé, mais uma vez, foi o grande nome da competição, conquistando a Chuteira de Ouro e o prêmio de Melhor Jogador do Torneio, solidificando seu status como o maior jogador de sua geração. "É indescritível. Trabalhamos muito para isso. É a recompensa de um grupo que nunca desistiu", disse Mbappé, visivelmente emocionado, após a conquista.
Análise Tática: A Copa de 2026 foi um divisor de águas em termos táticos. A flexibilidade posicional e a capacidade de transição rápida foram as chaves para o sucesso. A França, por exemplo, alternou entre um 4-3-3 e um 3-4-3 com maestria, adaptando-se aos adversários e explorando a velocidade de seus atacantes. A pressão alta e a construção de jogo a partir da defesa também se consolidaram como pilares do futebol moderno.
Destaques Individuais: Além de Mbappé, outros jogadores brilharam. O jovem meio-campista espanhol Gavi mostrou maturidade impressionante, enquanto o goleiro canadense Alphonso Davies surpreendeu com defesas espetaculares, levando sua seleção a uma campanha histórica. A Copa também marcou a despedida de grandes nomes, como Lionel Messi, que encerrou sua carreira em Copas com mais uma final, e Cristiano Ronaldo, que fez sua última aparição em um Mundial.
Impacto no Futebol Brasileiro: Para o Brasil, a Copa de 2026 foi de aprendizado. A Seleção, eliminada nas quartas de final pela Inglaterra, mostrou lampejos de bom futebol, mas a falta de consistência tática e a dependência de individualidades foram pontos criticados. A comissão técnica brasileira já trabalha na renovação e na busca por um modelo de jogo mais adaptável e resiliente, visando a Copa de 2030. A performance da França serve como um espelho para o que há de mais moderno e eficiente no futebol mundial.