O futebol argentino parou para assistir a mais um capítulo da rivalidade entre Boca Juniors e River Plate, desta vez pela Copa Argentina. O Superclásico, disputado em campo neutro no Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, não decepcionou e entregou um jogo digno da história dos dois maiores clubes do país.
O River Plate começou melhor, impondo seu ritmo e abrindo o placar com um golaço de Nacho Fernández aos 25 minutos. A resposta do Boca veio ainda no primeiro tempo, com Edinson Cavani, que mostrou oportunismo para empatar a partida. O segundo tempo manteve a intensidade, com chances para ambos os lados.
O Boca virou o jogo com um pênalti convertido por Darío Benedetto, após uma falta polêmica dentro da área. No entanto, a alegria xeneize durou pouco, pois o River buscou o empate com um chute forte de Miguel Borja, levando a decisão para os pênaltis após o 2 a 2 no tempo regulamentar.
Nas cobranças de pênalti, a experiência do goleiro Sergio Romero fez a diferença. Chiquito defendeu duas penalidades do River, enquanto os batedores do Boca foram precisos, garantindo a vitória por 4 a 2 e a classificação para a próxima fase. A festa da torcida do Boca foi ensurdecedora, enquanto os Millonarios lamentavam mais uma eliminação para o arquirrival.
\"É uma vitória que nos dá muita moral. Sabíamos da dificuldade do Superclásico, mas mostramos a força do Boca. Romero foi gigante, como sempre\", afirmou o técnico do Boca Juniors, Diego Martínez. Do lado do River, Martín Demichelis expressou sua frustração: \"É difícil aceitar uma derrota assim, mas o time lutou até o fim. Precisamos levantar a cabeça e focar nos próximos desafios.\"
A Copa Argentina segue com o Boca Juniors como um dos grandes candidatos ao título, enquanto o River Plate terá que se reerguer rapidamente para as disputas do Campeonato Argentino e da Libertadores.